Da redação
Colonos israelenses atacaram uma casa nos arredores da vila de Qusra, na Cisjordânia ocupada, após cercarem o imóvel e lançarem pedras, de acordo com relatos de testemunhas. Durante o ataque, sete palestinos ficaram presos dentro da casa. O Exército israelense e forças da polícia de fronteira chegaram ao local para retirar o que chamaram de “desordeiros” e proteger os moradores.
Loui Ridi, palestino-americano que mora próximo à área e também teve sua casa atacada, afirmou que invasões diárias de colonos israelenses são frequentes na região. Saddam Oday, um dos palestinos presos na casa, relatou que o Exército israelense disparou gás lacrimogêneo dentro do imóvel. Segundo o proprietário, Luay Bayruti, os militares algemaram, vendaram e espancaram os que estavam no interior antes de libertá-los.
O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu condenou publicamente os ataques em Qusra e Jalud, culpando “um punhado de desordeiros” pelos episódios. Grupos de direitos humanos e investigações da Organização das Nações Unidas apontam envolvimento direto de autoridades israelenses na violência dos colonos. O governo de Israel caracteriza os responsáveis como uma “minoria marginal”, definição contestada por organizações de defesa dos direitos humanos.
A Cisjordânia possui cerca de 3 milhões de palestinos e 500 mil colonos israelenses em 146 assentamentos e 390 postos avançados, segundo o grupo Peace Now. O território foi dividido em três zonas após os acordos de Oslo, com níveis diferentes de controle israelense e da Autoridade Palestina. Os assentamentos israelenses na região são considerados ilegais sob o direito internacional.



