Da redação
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que o governo americano manterá a pressão econômica sobre o Irã durante o encontro dos ministros das Finanças do G20, em Asheville, Carolina do Norte, que ocorre em meio a conflitos e tensões comerciais internacionais. Segundo Bessent, os Estados Unidos tentarão convencer os demais países do grupo a reforçar as sanções sobre Teerã, em contexto marcado por recentes ataques entre os dois países e repercussões na economia global.
A reunião reúne ministros das economias mais relevantes do mundo, além de representantes da União Europeia e União Africana, sob presidência americana. Conforme Bessent declarou à imprensa, “vamos continuar pressionando, e já tivemos conversas muito boas aqui”, acrescentando que um ponto de virada na campanha dos Estados Unidos pode ocorrer em “questão de semanas ou meses”, sem que o colapso da economia iraniana seja condição para isso. A União Europeia reiterou apoio aos esforços diplomáticos e defendeu iniciativas para encerrar as “atividades desestabilizadoras” do Irã.
O ministro das Finanças da França, Roland Lescure, informou que a delegação ouvirá os planos dos Estados Unidos sobre sanções e avaliará potenciais apoios. Segundo Lescure, “todos temos que trabalhar nisso. Os Estados Unidos têm uma visão de como reforçar as sanções. Vamos discutir com eles se podemos ajudar nesse aspecto”. O secretário do Tesouro americano participa das discussões ao lado de Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve.
Além do Irã, o encontro debate a guerra no Oriente Médio, iniciada pelos Estados Unidos, que provocou crise energética e alta dos preços globais. Também estão na pauta divergências sobre tarifas de importação, exclusão da África do Sul sob acusação americana, ausência do ministro brasileiro e presença de representante russo, além de restrição da entrada de jornalistas estrangeiros, conforme veículos internacionais.



