Da redação
A vigésima quarta edição do Dia Africano de Medicina Tradicional destacou o papel central das práticas populares de saúde para milhões de africanos. O tema da edição de 2026 é “Reflexões sobre os esforços de pesquisa e desenvolvimento da medicina tradicional para alcançar a cobertura universal de saúde na Região Africana”, segundo a Organização Mundial da Saúde.
De acordo com a OMS, profissionais de saúde tradicionais representam o primeiro ponto de contato em muitas regiões rurais do continente, garantindo cuidados acessíveis e culturalmente fundamentados. O Centro Global de Medicina Tradicional e o Escritório Regional da agência promoveram diálogos entre líderes, pesquisadores e profissionais para discutir como essas práticas podem acelerar a busca pela cobertura universal de saúde, com base na evidência, inovação e confiança comunitária.
Os participantes dessas discussões defenderam mais investimentos em pesquisa, desenvolvimento e colaboração entre pesquisadores, governos, parceiros e comunidades, visando fortalecer a atenção primária e preservar o conhecimento tradicional. Eles ressaltaram o risco de perda de saberes não documentados e pediram mais esforços na preservação e estudo do patrimônio de saúde da África para as próximas gerações.
A entidade internacional afirma que a medicina tradicional já é utilizada por milhões e vem sendo reconhecida como importante parceira da biomedicina nos cuidados primários. O continente africano, conforme a OMS, reúne algumas das mais ricas tradições de conhecimento em saúde e biodiversidade, destacando a importância de integração segura e baseada em evidências dessas práticas aos sistemas de saúde.



