Da redação
A Petrobras reajustou o preço do querosene de aviação em 13,9%, em média, com novo valor em vigor a partir desta terça-feira (1º). Conforme a companhia, o aumento é resultado dos impactos da guerra no Oriente Médio sobre a logística da indústria do petróleo.
Segundo a estatal, o combustível passou a custar, em média, R$ 0,68 a mais por litro, sendo vendido entre R$ 5,44 e R$ 5,70 nas refinarias da empresa. A comparação com o mês anterior mostra variação de até 14,34% em São Luís e o menor reajuste, de 13,51%, em Canoas (RS).
De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil, o combustível representa cerca de 30% das despesas operacionais das companhias aéreas do país. O preço do QAV vendido às distribuidoras é reajustado no primeiro dia de cada mês, conforme contrato. Em setembro, a Petrobras retomou o parcelamento dos repasses.
A estatal produz cerca de 85% do querosene de aviação comercializado no Brasil, mas o setor é aberto à concorrência. O reajuste seguiu alta de preços internacionais, impulsionada por tensões geopolíticas, especialmente após o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, e pela instabilidade no Estreito de Ormuz, por onde circula parte expressiva do óleo e gás mundial.




