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ICE prende mais de 2.100 imigrantes em Nova York em um mês


Da redação

O Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) prendeu mais de 2.100 imigrantes na cidade de Nova York e nas regiões de Long Island e Hudson Valley durante a Operação Maçã Podre, realizada de 27 de julho ao dia 29. O anúncio foi feito pelo secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, que afirmou: “Aqui em Nova York há um prefeito socialista que, em vez de trabalhar ao lado da polícia, reduz o seu orçamento e se recusa a trabalhar com a gente”, em crítica ao democrata-socialista Zohran Mamdani.

Segundo Mullin, as detenções refletem o objetivo da administração republicana de ampliar o número de imigrantes detidos. Mullin substituiu Kristi Noem no cargo em março e diz ter atingido recordes nesse tipo de operação. Ao lado de Mullin, o diretor do ICE em Nova York, Ken Genalo, relacionou a proximidade do aniversário de 25 anos dos atentados de 11 de Setembro à necessidade de cooperação federal, estadual e municipal por segurança pública.

Zohran Mamdani, que é muçulmano e nasceu no exterior, defende a cidade como “santuário” para imigrantes, termo usado nos Estados Unidos para designar administrações que não colaboram com ações federais de deportação. Conforme sua gestão, o conceito de “nova-iorquino” deve englobar todos que vivem na cidade, inclusive pessoas à espera de resposta sobre pedidos de asilo. O prefeito orientou as forças de segurança locais a não compartilharem informações de imigrantes com o ICE e reduziu o orçamento da polícia em US$ 22 milhões, além de cancelar a contratação prevista de 5.000 policiais.

Durante o discurso de Mullin, a governadora de Nova York, Kathy Hochul, afirmou que o governo de Donald Trump retirou US$ 87 milhões de verbas federais contra o terrorismo no estado. Mamdani participou do evento e defendeu a ampliação do TPS (Status de Proteção Temporária), benefício para imigrantes de países em crise, como Venezuela e Haiti, que foi revogado para 13 países pela gestão Trump.