Da redação
Famílias do Nepal realizaram cerimônias fúnebres simbólicas nesta quarta-feira (2) para homenagear parentes desaparecidos após avalanche na região do Himalaia, na fronteira com a China. Segundo autoridades, o colapso parcial de uma geleira deixou mais de 1.100 mortos e quase 4.500 desaparecidos nos dois países.
Após buscas em abrigos e necrotérios, parentes que não localizaram as vítimas iniciaram rituais hindus queimando efígies de palha. Dolma Newar Tamang afirmou, durante funeral do marido, que “precisamos fazer isso para libertar a alma dele, para que fique em paz”. Equipes de resgate nepalesas continuam a escavar túneis de centrais hidrelétricas, com a esperança de encontrar sobreviventes.
O ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shisir Khanal, declarou que “milagres acontecem” e mantém esperança em localizar desaparecidos. Segundo o primeiro-ministro Balendra Shah, a tragédia é “um sinal sério de que os riscos que enfrentamos na região do Himalaia estão aumentando na mesma proporção das mudanças climáticas”. Grupos de defesa do Tibete no exílio questionam a versão apresentada pelo governo chinês.
Com necrotérios lotados, autoridades nepalenses enterraram centenas de mortos não identificados após exames de DNA. O Nepal informou ter recuperado 1.114 corpos, enquanto 3.916 pessoas seguem desaparecidas. Entre as vítimas, há turistas de diferentes países e peregrinos hindus a caminho do monte Kailash, no Tibete. Também há registros de corpos encontrados em rios da Índia.




