Da redação
Mensagens extraídas do celular de Cláudio Castro pela Polícia Federal indicam que o ex-governador do Rio de Janeiro participou do planejamento de uma obra de R$ 245 mil para construir uma adega em uma casa registrada em nome do empresário Luiz Fernando Gomes, conforme informou a corporação. Segundo a PF, Castro agia como se fosse o proprietário do imóvel, mesmo sem ser o titular da residência.
A PF identificou as conversas no aparelho de Castro apreendido durante a Operação Sem Refino. O uso da mansão por Castro havia sido revelado anteriormente. Conforme informado, o imóvel está avaliado em R$ 2,4 milhões, conta com heliponto e encontra-se em um condomínio de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro.
Gomes atua no setor de construção civil e é proprietário de mais de 20 empresas. Entre elas está a Enge Prat, responsável por 13 contratos com o governo estadual. Os dois primeiros contratos foram firmados em 2018, num total de R$ 1,9 milhão. Após Castro assumir o governo, o faturamento de Gomes aumentou 17.660%.
A partir de 2022, com Castro à frente do Palácio Guanabara, a Enge Prat fechou outros 11 contratos com o governo do Rio de Janeiro, chegando a R$ 355,2 milhões. Deste valor, R$ 49,6 milhões foram contratados sem licitação, conforme apontou a Polícia Federal.




