Da redação
O Instituto Iter, fundado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, acumulou R$ 10,7 milhões em 28 contratos com órgãos públicos em pouco mais de dois anos, conforme registros. Todos os acordos foram firmados por dispensa ou inexigibilidade de licitação, modalidades previstas na legislação.
Segundo o próprio instituto, não houve distribuição de lucros ou dividendos a integrantes no período em questão. Mendonça informou que transferiu suas cotas e as da mulher, Janey Nagliatti de Mendonça, sem contrapartida financeira. O casal participava do empreendimento por intermédio da empresa Integre Cursos e Pesquisa em Estado de Direito Governança Global LTDA.
A entidade foi criada em novembro de 2023, com capital de R$ 50 mil e sede em São Paulo, voltada para treinamentos e eventos. Conforme dados da Receita Federal, Victor Godoy Veiga, ex-ministro da Educação, é atualmente o sócio único e diretor-executivo da organização.
O instituto obteve R$ 400 mil em contratos públicos em 2024, R$ 4,1 milhões em 2025 e R$ 6,2 milhões em dez contratos até setembro de 2026. O maior contrato identificado foi de R$ 1,635 milhão com o Tribunal de Justiça do Amazonas. A procura pelos serviços do Instituto Iter cresceu após André Mendonça se reunir com o banqueiro Daniel Vorcaro na sede da entidade, ocasião em que, segundo o gabinete do ministro, trataram de precatórios antes de Mendonça assumir a relatoria de investigações envolvendo o empresário no STF.




