Da redação
A Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Planaltina (DF) e Planaltina de Goiás (GO), durante a Operação Tripeiros, que investiga uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes por meio do chamado “falso gerente bancário”. As ações foram realizadas pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos.
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos se apresentavam como funcionários de uma grande instituição bancária, utilizavam técnicas de engenharia social para obter dados e induziam as vítimas a acessar páginas falsas, conseguindo assim movimentar valores de forma indevida. Investigadores apontam que o grupo possuía divisão de tarefas, desde a abordagem das vítimas até a movimentação do dinheiro obtido.
A apuração identificou um núcleo composto pelos chamados “tripeiros”, responsáveis por recrutar e administrar pessoas que cediam contas bancárias para receber o dinheiro dos golpes. Havia regras para o repasse de percentuais e orientações para transferências ou saques rápidos. Conforme a polícia, essa dinâmica dificultava o rastreamento e bloqueio dos recursos.
Os investigadores também identificaram indícios de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial, com uso de empresas e contas em nome de terceiros, movimentação de grandes quantias em dinheiro e veículos vinculados a possíveis “laranjas”. Parte dos suspeitos ostentava carros, embarcações e festas em redes sociais, sem comprovação de renda compatível. Foram apreendidos eletrônicos, documentos e determinados bloqueios de bens. Os envolvidos poderão responder por estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, que juntos podem somar penas de até 26 anos de prisão.




