Da redação
O Brasil possui aproximadamente 405 mil motociclistas que atuam por meio de aplicativos de transporte de passageiros e entrega de comida e produtos, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Apenas 79 mil desses trabalhadores possuem cobertura previdenciária, o que representa 19,4% do total.
Segundo Gustavo Geaquinto Fontes, analista do IBGE, a baixa cobertura previdenciária entre os motociclistas plataformizados contrasta com os riscos da profissão. Ele ressalta que esses profissionais “podem estar expostos a acidentes e outros riscos relacionados à ocupação”. Os motociclistas de aplicativos tiveram aumento de 15,4% em relação ao ano anterior, atingindo 405 mil pessoas em 2025. Desde o início da pesquisa, em 2022, esse número praticamente dobrou.
O estudo aponta que o rendimento médio mensal dos motociclistas de aplicativos foi de R$ 2.221, considerando, nesses cálculos, descontos como o do combustível. Eles trabalhavam em média 44,9 horas semanais, mais do que os motociclistas não relacionados a plataformas, que atuavam por 41,1 horas por semana. O ganho médio por hora dos plataformizados foi de R$ 11,40, valor 12,9% superior ao dos demais.
A pesquisa também analisou motoristas de aplicativos, que somaram 905 mil pessoas em 2025, aumento de 9,8% em relação ao ano anterior e de 26% desde 2022, quando eram 718 mil. Entre esses motoristas, 25,5% tinham cobertura previdenciária. Eles registraram rendimento por hora de R$ 14,40, inferior ao dos não plataformizados, que chegava a R$ 16.




