Da redação
O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) anunciou uma aliança estratégica com a África do Sul e a China para impulsionar a fabricação local de medicamentos, diagnósticos e tecnologias de saúde na África Austral. Segundo o Unaids, a iniciativa conta com apoio da indústria farmacêutica chinesa, participação da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (Sadc) e do Global Health Innovation Institute (GHII), e busca reduzir a dependência africana de fornecedores externos.
O projeto prevê intercâmbio entre governos, fabricantes, centros de pesquisa e instituições financeiras em polos industriais como Joanesburgo, Durban e Cidade do Cabo. De acordo com Anne Githuku-Shongwe, diretora regional do Unaids para a África Oriental e Austral, a parceria fortalece o controle dos países africanos sobre insumos de saúde, promovendo maior sustentabilidade nas ações de tratamento e prevenção do HIV.
A cooperação conta com a liderança técnica da China, cujas empresas farmacêuticas buscam expandir globalmente e firmar parcerias de longo prazo. Conforme Lamboly Kumboneki, especialista sênior da Sadc, o conhecimento chinês é “fundamental para escalar a capacidade de produção local”. Gary Yang, chefe de desenvolvimento de negócios do GHII, afirmou que a produção regional é a via mais eficaz para garantir acesso contínuo a medicamentos essenciais e acessíveis.
Entre as próximas etapas, estão debates sobre regulação sanitária, políticas públicas para incentivo industrial e visitas técnicas a fábricas e laboratórios na África do Sul. Ao final das reuniões, as organizações participantes definirão o plano de ação operacional para fortalecer a segurança da cadeia de suprimentos médicos na região, conforme cronograma previsto pela aliança.




