Da redação
A ministra de Energia do México, Luz Elena González Escobar, reuniu-se na Cidade do México com o ministro de Ciência e Tecnologia da China, Yin Hejun, para debater possíveis áreas de colaboração. González afirmou que a experiência chinesa em ciência, tecnologia e inovação aplicada à energia será importante para o México avançar na transição para fontes renováveis.
Segundo González, a meta do governo da presidente Claudia Sheinbaum é aumentar de aproximadamente 24% para 38% a participação das fontes renováveis na matriz elétrica mexicana até 2030. O encontro ocorre em meio ao agravamento das tensões comerciais entre México e China.
Este ano, conforme informações oficiais, o México aplicou tarifas sobre mais de mil produtos importados da China e de outros países com os quais não há acordo de livre-comércio. A medida busca responder a preocupações dos Estados Unidos relativas ao uso do México como rota alternativa de exportação chinesa no contexto do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), atualmente em renegociação.
Em abril, o governo mexicano também impôs tarifas sobre importações de turbinas eólicas e componentes de países sem acordo comercial, incluindo a China. O setor energético global reconhece a China como principal fabricante de turbinas eólicas, painéis solares, inversores e baterias para armazenamento de eletricidade.




