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Crise no STF e legado do caso Galdino desafiam Lula a 28 dias da eleição


Da redação

Galdino Jesus dos Santos, líder indígena Pataxó Hã-Hã-Hãe, morreu após ter 95% do corpo queimado enquanto dormia em um banco de parada de ônibus na Avenida W3 Sul, em Brasília. O episódio ocorreu depois que uma pensão recusou hospedá-lo devido ao horário.

Cinco jovens que retornavam de uma festa atearam fogo em Galdino com álcool comprado em um posto próximo. Segundo relatos, a vítima faleceu cerca de 21 horas depois, em um hospital. Os envolvidos foram presos e condenados após o crime, que teve ampla repercussão nacional.

Na ocasião, o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) enfrentou queda de popularidade, de acordo com pesquisas divulgadas semanas após o caso, criando preocupação no Palácio do Planalto. Em resposta, Cardoso recebeu a família da vítima e comentou o crime em entrevistas, mas sua aprovação só voltou ao patamar anterior meses depois.

A situação eleitoral atual apresenta paralelos: faltam 28 dias para o primeiro turno e a pesquisa Quaest será divulgada amanhã após o comício de Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, medindo o impacto da crise no Supremo Tribunal Federal sobre a candidatura de Lula. Segundo dados do Datafolha, Lula e Flávio aparecem empatados tecnicamente e Augusto Cury (AVANTE) cresce na disputa.