Da redação
Oito países islâmicos e árabes condenaram planos apresentados por ministros do governo de Binyamin Netanyahu para a retirada de palestinos da Faixa de Gaza. A manifestação dos chanceleres de Arábia Saudita, Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Catar, Paquistão, Indonésia e Turquia ocorreu após declarações de autoridades israelenses sobre possíveis deslocamentos da população local.
De acordo com o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, havia um plano pendente de aprovação dos Estados Unidos para determinar o destino dos palestinos retirados do território. Já o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, afirmou que a intenção seria remover 250 mil pessoas de Gaza no primeiro ano e, posteriormente, o restante dos cerca de dois milhões de habitantes em um prazo de seis anos.
Os chanceleres divulgaram nota conjunta na qual condenam “nos termos mais veementes” qualquer mecanismo destinado à expulsão forçada dos palestinos de suas terras. O grupo alegou que essas medidas ameaçam os esforços internacionais de paz, citando inclusive o plano abrangente apresentado por Donald Trump para Gaza, que prevê rejeição ao deslocamento forçado.
O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, negou a existência de qualquer plano israelense para retirar os palestinos contra a vontade deles. Em evento na cidade palestina de Turmus Ayya, na Cisjordânia, Huckabee declarou que “ninguém está sugerindo que haverá deslocamento forçado” e que “os israelenses não estão, os americanos certamente não estão”.




