Da redação
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, declarou ser contrário ao afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Segundo Guimarães, a medida “é descabida” e “cheira como eleitoral”, por poder desgastar o governo.
Guimarães afirmou que “ninguém está acima da lei” e classificou a decisão de Mendonça, relacionada ao pedido de afastamento, como “uma intromissão onde não lhe cabe”. O ministro também disse que “apurar eventuais indícios de delitos está correto”, mas questionou o afastamento, cobrando providências do STF.
Na decisão, Mendonça ordenou que a Corregedoria da Polícia Federal abra investigações penais e administrativas sobre a elaboração de relatórios de inteligência. O afastamento atingiu também o diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada da Costa. A Segunda Turma do Supremo referendou a medida rapidamente em votação.
A Advocacia-Geral da União informou que vai recorrer da decisão, argumentando que a ordem monocrática do ministro André Mendonça violaria a competência exclusiva do presidente da República para nomear o diretor-geral da Polícia Federal, de acordo com informações apuradas pelo Estadão/Broadcast.




