Da redação
O observatório climático europeu Copernicus informou que agosto registrou a temperatura média do ar mais alta já quantificada globalmente, com 16,96°C, superando o recorde anterior em 0,01°C. O órgão também destacou, em relatório, que as temperaturas oceânicas mantêm recordes inéditos pelo terceiro mês consecutivo.
De acordo com Samantha Burgess, do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo, “os humanos provavelmente não viam temperaturas tão altas quanto essas há pelo menos 100 mil anos”. O Copernicus aponta que o período entre junho e agosto teve ondas de calor severas na Europa Ocidental, levando ao fechamento de escolas, ressecamento de rios e incêndios florestais. A Organização das Nações Unidas alertou que o planeta seguirá rumo a níveis inéditos até a redução do uso de combustíveis fósseis.
Pesquisadores da World Weather Attribution concluíram que a onda de calor extrema em junho teria sido “virtualmente impossível” sem a influência das mudanças climáticas. Segundo cientistas, a atividade humana aqueceu o planeta em cerca de 1,4°C desde a era pré-industrial, além de terem sido registradas emissões recordes de gases de efeito estufa.
As séries históricas do Copernicus remontam aos anos 1940, porém evidências como núcleos de gelo, anéis de árvores e esqueletos de corais são usadas para estimativas climáticas em períodos anteriores. O observatório também destaca o papel do El Niño mais intenso da era moderna na elevação das temperaturas globais e dos oceanos.





