Da redação
A Polícia Federal realizou a operação Make Up para investigar suspeitas de desvio de recursos públicos destinados ao filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, cumpriu 49 mandados contra alvos como o deputado Mário Frias (PL-RJ) e a produtora Karina Gama.
Segundo a Polícia Federal, as investigações identificam uma organização criminosa composta por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular e sem comprovação da efetiva prestação dos serviços. O inquérito apura possíveis crimes como peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa, falsidade documental e crimes licitatórios.
A operação ocorreu após o ministro Flávio Dino devolver ao cargo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que havia sido afastado por decisão do ministro André Mendonça no mesmo inquérito. Dino atua como relator do procedimento que investiga o uso de recursos públicos na produção do filme, inclusive por meio de emendas parlamentares, enquanto Mendonça é responsável pela apuração de repasses realizados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Em maio, Mário Frias declarou não ter enviado emenda parlamentar para financiar a produção. O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, não é alvo da operação, mas aparece em áudio cobrando repasses de Vorcaro e pode sofrer prejuízos em sua campanha devido à sua participação na coleta de recursos. O parlamentar afirmou que o tema é “página virada” e não aprofundou suas explicações.





