Início Celebridades Três policiais militares do RJ são presos por cobrar propina para escolta...

Três policiais militares do RJ são presos por cobrar propina para escolta particular


Da redação

Três policiais militares do Rio de Janeiro foram alvos de uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro, acusados de exigir propina para oferecer policiamento especial à Clínica Fênix, localizada em Belford Roxo. Conforme o Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaesp), os agentes foram denunciados por corrupção passiva militar, e um deles foi preso em sua residência em Nova Iguaçu. Dois já estavam detidos em razão de outro processo da mesma investigação, com mandados cumpridos no Batalhão Especial Prisional e no presídio Joaquim Ferreira de Souza.

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, os policiais militares negociavam pagamentos mensais para direcionar patrulhamento e priorizar atendimentos à clínica, que integrava uma rede de empresas conhecidas como “padrinhos”, beneficiadas com policiamento diferenciado mediante pagamento. As investigações apontam que um dos agentes intermediava contatos, negociava valores e coordenava a atuação de equipes, enquanto outro monitorava as negociações. O terceiro policial era responsável pelo patrulhamento e pelo recebimento dos valores.

A investigação revelou que a Clínica Fênix efetuava pagamentos de R$ 50, com discussões internas sobre a possibilidade de aumento para R$ 100. Mensagens extraídas do celular de um dos acusados registram reclamações quanto ao valor recebido e divergências quanto ao acordo firmado. Há relatos dos próprios policiais sobre o repasse dos valores e envio de fotos das ações em grupos de mensagens.

Os fatos ocorreram entre setembro e outubro de 2021, quando os três estavam lotados no 39º Batalhão da Polícia Militar, em Belford Roxo. Um dos denunciados foi expulso da corporação após o recebimento da acusação pela Auditoria da Justiça Militar. A ação integra a sexta fase da Operação Patrinus, que teve início em maio de 2024 e gerou outros desdobramentos, como a prisão de dez policiais por extorsão e novas denúncias envolvendo pagamento de propina, peculato e comércio ilegal de arma.