Da redação
O Irã intensificou ataques contra navios no Estreito de Ormuz e ampliou o bloqueio da rota, reivindicando ofensivas contra dez embarcações na quarta-feira (9), segundo autoridades iranianas. O governo adotou postura mais dura, com cartazes hostis exibidos em Teerã, em meio ao período eleitoral nos Estados Unidos.
Analistas consultados pela AFP avaliam que Teerã busca aumentar o preço do conflito para o presidente americano, ao apostar na escalada militar e usar o bloqueio de Ormuz para pressionar antes das eleições americanas. Sanam Vakil, do Chatham House, afirmou que a estratégia visa enfraquecer o adversário. Thomas Juneau, da Universidade de Ottawa, destacou que o Irã acredita estar em vantagem na guerra e que os Estados Unidos evitam uma escalada.
Como resposta a ataques americanos que destruíram cinco petroleiros iranianos, o Irã bombardeou uma instalação dos Estados Unidos na Jordânia, causando danos leves a oito caças F-15, conforme CBS News. A Guarda Revolucionária apresentou exigências para encerrar o conflito, incluindo a retirada de tropas israelenses do Líbano e desbloqueio de 24 bilhões de dólares em ativos. O secretário do Conselho Superior de Segurança Nacional iraniano, Mohsen Rezai, declarou: “Não confiamos nos Estados Unidos e não daremos nenhum passo a mais até que adotem medidas para gerar confiança.”
Donald Trump acusou Teerã de “tentar desesperadamente influenciar” a eleição americana e afirmou esperar o fim da guerra logo após o pleito. Segundo o Wall Street Journal, conselheiros advertiram que o Irã pode resistir além do fim do mandato de Trump, previsto para janeiro de 2029. Internamente, o governo iraniano enfrenta crise econômica e repressão a protestos, ampliando o risco de instabilidade, segundo Juneau.





