Da redação
A emissão da Carteira Nacional de Habilitação para novos motoristas aumentou 17,1% entre janeiro e agosto de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior, segundo o Ministério dos Transportes. No total, cerca de dois milhões de pessoas foram habilitadas no período. O número de solicitações para a obtenção da primeira CNH subiu 216%, saltando de 2,3 milhões para 7,3 milhões.
De acordo com o Ministério dos Transportes, a procura pelo documento cresceu mais entre pessoas com mais de 45 anos. Para a faixa etária de 45 a 54 anos, houve aumento de 37,4%, enquanto para aqueles com 55 anos ou mais a alta foi de 53,4%. Entre mulheres, o crescimento foi de 18%, totalizando 1,2 milhão de novas motoristas.
As mudanças nas regras para a primeira habilitação, propostas durante a gestão do então ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), incluíram o fim da obrigatoriedade de autoescola e redução da carga horária prática de 20 para 2 horas-aula. O órgão afirmou que todas as unidades federativas reduziram o tempo médio para tirar a CNH, com a mediana caindo de 210 para 147 dias. Estados como Paraíba, Sergipe e Acre lideraram o aumento nas emissões, enquanto Rio de Janeiro foi o último a aderir às novas regras, conforme o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão.
Segundo o ministério, há uma estimativa de 20 milhões de brasileiros dirigindo sem habilitação. Para os próximos cinco anos, a meta do governo federal é aumentar em 25% o total de novos habilitados. O Ministério dos Transportes também reformulou o aplicativo CNH do Brasil e passou a oferecer gratuitamente material de estudo on-line, ampliando de cerca de 2 milhões para 4,4 milhões o número de acessos aos cursos preparatórios.





