Da redação
Os líderes do Brics aprovaram a Declaração de Nova Déli, em resposta ao avanço de protecionismo e sanções econômicas, condenando tarifas e barreiras comerciais unilaterais e propondo maior uso de moedas locais no comércio e nos investimentos entre os países do bloco ao qual o Brasil pertence.
Segundo a declaração, o sistema multilateral de comércio atravessa uma “encruzilhada crítica”, com preocupações em relação ao aumento de tarifas e restrições comerciais, consideradas incompatíveis com as normas da Organização Mundial do Comércio. O texto destaca o impacto desproporcional dessas barreiras sobre países em desenvolvimento e critica medidas protecionistas justificadas por razões ambientais.
Os líderes do bloco reafirmaram a necessidade de reformar a governança do Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial e Organização Mundial do Comércio para ampliar a participação de países em desenvolvimento. Também foi reforçada a integração de sistemas nacionais de pagamentos, além do fortalecimento do Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como banco do Brics, com expectativa de ampliar recursos, diversificar financiamentos e aumentar o crédito em moedas locais.
A agenda do encontro incluiu apoio à expansão da base de membros do banco e discussões sobre a criação de uma plataforma de investimentos. O trabalho da força-tarefa de pagamentos visa aumentar a interoperabilidade dos canais financeiros e facilitar transações transfronteiriças. A proposta de moeda comum não avançou, permanecendo o foco na ampliação do uso de alternativas ao dólar. A inteligência artificial foi incorporada à agenda, apontada como instrumento potencial de crescimento econômico, com apelo à cooperação internacional para inclusão, segurança e eficiência energética.





