Da redação
A pesquisa Indexa, realizada entre 10 e 13 de setembro de 2026 com dois mil eleitores, aponta que 45% dos entrevistados não confiam no Supremo Tribunal Federal e 42% dizem confiar muito ou um pouco na Corte. A Polícia Federal tem a confiança de 70% dos participantes e 18% não confiam na instituição. O levantamento foi feito por entrevistas telefônicas individuais e tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
Os grupos que mais expressam desconfiança em relação ao Supremo são entrevistados de direita não bolsonarista, com 55%, e bolsonaristas, com 54%. Entre eleitores que se declaram de centro, o índice atinge 46%. Já lulistas ou petistas apresentam 35% de desconfiança e pessoas de esquerda não lulista, 30%. A confiança no Supremo é maior entre eleitores de esquerda não lulista (56%) e lulistas ou petistas (49%).
No recorte pelo voto no segundo turno de 2022, entre eleitores de Jair Bolsonaro (PL), 55% não confiam no Supremo e 34% expressam algum grau de confiança. Já entre os que votaram em Luiz Inácio Lula da Silva (PT), esses percentuais são de 34% e 51%, respectivamente. Em relação à Polícia Federal, a confiança é majoritária em todos os grupos de identificação política, especialmente entre eleitores de esquerda não lulista (78%) e lulistas ou petistas (70%).
Considerando a faixa de renda, a desconfiança no Supremo Tribunal Federal é maior entre entrevistados com renda domiciliar superior a cinco salários mínimos, alcançando 51%, enquanto entre os que recebem até dois salários mínimos é de 40%. Para a Polícia Federal, a confiança é de 74% entre os de renda mais alta e 65% nos de renda mais baixa.





