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China e Rússia criticam armas dos EUA em órbita e alertam para corrida espacial


Da redação

Os Estados Unidos confirmaram que possuem armas de controle espacial em órbita capazes de defender suas Forças Conjuntas contra ações hostis de adversários, segundo comunicado de um porta-voz da Força Espacial norte-americana. Após o anúncio, o Ministério das Relações Exteriores da China alertou para o risco de militarização do espaço e a Rússia defendeu que o setor permaneça livre de armas.

De acordo com a Força Espacial dos Estados Unidos, as capacidades espaciais podem empregar meios cinéticos e não cinéticos para contestar a supremacia de adversários, incluindo lasers para afetar satélites e interferência eletromagnética ou cibernética. A nota afirmou que tais capacidades têm uso tanto ofensivo quanto defensivo. A China e a Rússia são citadas como principais rivais geopolíticos para os interesses americanos no espaço.

Guo Jiakun, porta-voz do governo chinês, instou os Estados Unidos a cessarem a expansão militar e a se prepararem para “não transformar o espaço em campo de batalha”. Já Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin, afirmou que existe consenso internacional para buscar a completa desmilitarização do espaço. Analistas consultados avaliam que o anúncio norte-americano confirma suspeitas antigas e pode aumentar tensões globais.

O Tratado do Espaço Sideral, firmado em 1967, proíbe apenas a colocação de armas de destruição em massa e nucleares em órbita, segundo a especialista em direito espacial Laetitia Cesari. Desde então, Estados Unidos, Rússia, China e Índia têm investido no desenvolvimento de tecnologias militares espaciais fora do escopo desse tratado. O tema deve ser debatido na próxima reunião da ONU sobre desarmamento, prevista para novembro.