Da redação
A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) do Distrito Federal registrou queda em agosto, atingindo 98,7 pontos, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O índice permaneceu pelo segundo mês consecutivo abaixo da zona de satisfação, refletindo maior cautela dos consumidores diante do endividamento e da pressão sobre o orçamento familiar.
De acordo com a CNC, o indicador já havia recuado em julho para 99,5 pontos, após encerrar junho em 103,2 pontos, considerado patamar positivo. Dados revelam que 78,8% das famílias do Distrito Federal estão endividadas e 50,9% possuem contas em atraso, reduzindo o espaço para novas compras e afetando a percepção sobre o momento de consumir.
A análise por faixa de renda demonstrou diferenças relevantes: entre famílias com rendimento de até dez salários mínimos, a ICF atingiu 91,3 pontos; para aquelas com rendimento superior a dez salários mínimos, o índice foi de 114,7 pontos, mantendo-se acima do nível de satisfação. O indicador de bens duráveis apresentou 61,3 pontos, sugerindo baixa disposição para compras de maior valor ou que dependam de financiamento.
Os componentes do levantamento indicam que emprego e renda atuais permanecem acima de 100 pontos, enquanto consumo atual, acesso ao crédito e compra de bens duráveis seguem em patamares inferiores. Para José Aparecido Freire, presidente do Sistema Fecomércio-DF, o momento exige atenção do setor produtivo, com destaque para estratégias que considerem preço, atendimento e condições de pagamento para manter a confiança do consumidor.





