Da redação
O Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou, nesta terça-feira (15), a reforma estatutária proposta pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap. Segundo o clube, a mudança institui a gestão profissional e altera a divisão de responsabilidades internas, com 643 votos favoráveis, 47 contrários e seis abstenções.
De acordo com a proposta, a principal novidade é a separação entre funções de governança, supervisão e execução, concentrando a administração cotidiana em uma diretoria profissional formada por executivos remunerados escolhidos por critérios técnicos. A estrutura contará com Diretor-Geral, responsável pela gestão corporativa, e Diretor de Futebol, que comandará o futebol profissional e a base. As vice-presidências específicas serão extintas, substituindo cargos políticos por cargos executivos.
Outro ponto da reforma é a criação do Conselho Gestor (COGE), composto pelo presidente, vice-presidente, Procurador-Geral e nove a 12 integrantes nomeados livremente pelo presidente, todos com mandato de três anos. O COGE terá função de supervisionar a diretoria profissional, avaliar estratégias, metas, riscos e autorizar decisões relevantes, especialmente no futebol. O poder do presidente para nomear e destituir membros gerou debate entre conselheiros.
A reforma estabelece também que o planejamento anual deverá incluir uma estratégia de três anos e projeção de cinco anos, além de indicadores de desempenho. Segundo o Flamengo, as novas regras ainda abordam nepotismo e a entrada de ex-dirigentes eleitos na administração profissional. A mudança, porém, não prevê a transformação do clube em Sociedade Anônima do Futebol, mantendo a instituição como associação civil.





