Início Goiás Propostas e embates sobre câmeras em fardas marcam agenda eleitoral em Goiás

Propostas e embates sobre câmeras em fardas marcam agenda eleitoral em Goiás


Da redação

Daniel Vilela (MDB), governador e candidato à reeleição, e Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador e candidato à Presidência, criticaram publicamente Wilder Morais (PL) durante comício em Aparecida de Goiânia, após divulgação de nota da campanha do senador contrária à adoção de câmeras corporais em fardas policiais. A discussão ganhou destaque depois que Wilder, em entrevista à Rádio Sucesso, afirmou que acompanharia o entendimento da Polícia Militar sobre o tema, sem anunciar decisão pela implantação dos equipamentos.

Caiado, sem citar Wilder nominalmente, rejeitou o uso de câmeras nas fardas e afirmou: “Deixa de ser frouxo”. Daniel também utilizou o palanque para questionar a identificação do adversário com a direita e argumentou que as câmeras inibiriam a atuação dos policiais. A campanha de Wilder alegou que sua declaração havia sido retirada de contexto, justificando: “Eu confio no policial e, por esse motivo, acho desnecessário o uso de câmera corporal”. O senador declarou estar disposto ao diálogo com a corporação.

Além do debate sobre segurança, Wilder apresentou em entrevista propostas para saúde, como a criação de uma tabela estadual para contratação de serviços hospitalares privados e filantrópicos, ampliação de consultas e cirurgias, incentivo ao primeiro emprego, vagas em creches e uma secretaria de terras raras. Luis César Bueno (PT), em sabatina, defendeu tarifa zero no transporte coletivo e a retirada gradual de organizações sociais da gestão hospitalar, propondo administração pública direta.

O comício de Daniel teve mais de 5 mil participantes e presença de 123 prefeitos, segundo a organização. No evento, o governador prometeu obras em cidades que lhe derem maior votação proporcional e afirmou: “Eu vou dar um presente escolhido pelo prefeito e pela comunidade em cada região”. Marconi Perillo (PSDB) realizou carreatas e recebeu críticas de Caiado. Na Justiça Eleitoral, reportagem apontou que Marconi foi multado em R$ 5 mil e obrigado a retirar vídeo sobre Daniel, decisão que admite recurso.