Da redação
Os líderes do Brics divulgaram a declaração final da 18ª Cúpula do grupo, realizada em Nova Délhi, na Índia. O documento reúne consensos de Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã sobre governança global, comércio, desenvolvimento sustentável, clima, tecnologia, segurança internacional e cooperação entre países em desenvolvimento.
Segundo a declaração, os líderes defendem o fortalecimento do multilateralismo, uma governança global mais representativa e reformas em organismos internacionais. O texto reafirma compromisso com a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), erradicação da pobreza, combate à desigualdade, racismo, xenofobia e discriminação, além de pedir maior representação de mulheres em cargos de liderança de organismos multilaterais. Repete ainda que China e Rússia apoiam as aspirações de Brasil e Índia a papéis mais relevantes na ONU, especialmente em eventual reforma do Conselho de Segurança.
O documento destaca a importância do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), também chamado Banco do Brics, para financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável. Os líderes incentivam a instituição a ampliar operações em moedas locais, diversificar fontes de financiamento e apoiar iniciativas de integração econômica. A declaração registra, ainda, discussões sobre mecanismos de pagamento entre os membros, defendendo práticas que favoreçam a interoperabilidade e liquidação comercial em moedas locais, e o lançamento de um portal conjunto para compartilhamento de experiências em projetos financiados pelo banco.
Na área econômica, o Brics reafirma o apoio à reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC), critica medidas protecionistas consideradas prejudiciais ao comércio internacional e propõe maior cooperação para crescimento sustentável e inovação. Entre as iniciativas indicadas estão a formação de uma plataforma de comercialização de grãos, facilitação do comércio agrícola intrabloco, digitalização de documentos comerciais e fortalecimento de cadeias globais de valor entre integrantes do bloco.





