Da redação
Mais de 100 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas devido à intensificação dos combates na costa oeste do Iêmen, segundo a Organização Internacional para Migrações. Nas últimas semanas, forças houthis apoiadas pelo Irã assumiram o controle de cidades estratégicas e agora dominam o Estreito de Bab el-Mandeb.
Conforme agências de notícias, os houthis afirmaram ter derrubado um caça da Arábia Saudita e são acusados pelo governo saudita de lançar um drone próximo à cidade sagrada de Meca. No Iêmen, confrontos entre rebeldes e tropas do governo expõem civis ao fogo cruzado. Muitas famílias fogem durante a madrugada, levando apenas o essencial, enquanto o deslocamento populacional supera a capacidade de resposta humanitária.
A diretora-geral da Organização Internacional para Migrações, Amy Pope, destacou que o Iêmen é “um país devastado pela guerra, pelo deslocamento, pela pobreza e pelos impactos climáticos”. Pope afirmou que “ignorar o sofrimento dos civis é inaceitável”, diante do crescimento das necessidades humanitárias.
A Organização Internacional para Migrações está oferecendo abrigo, itens não alimentares e proteção para famílias recém-deslocadas, além de monitorar deslocamentos em tempo real. Até o momento, 460 famílias receberam itens não alimentares e 449 famílias assistência habitacional. No Djibuti, país vizinho, 2.776 pessoas cruzaram a fronteira vindas do Iêmen e recebem auxílio com refeições quentes e serviços de proteção, de acordo com a agência.




