Da redação
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou como ilegal o reajuste de 15,04% no Bolsa Família, mas a avaliação não é consenso entre seus assessores econômicos. Parte da equipe considera que a medida respeita as regras eleitorais, apesar do anúncio ocorrer próximo ao primeiro turno das eleições.
Segundo esse grupo, a postura de Flávio ao apontar ilegalidade pode ser inadequada, pois o benefício tem grande alcance entre a população de baixa renda, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde o bolsonarismo enfrenta obstáculos. Para esses assessores, questionar o reajuste pode gerar efeitos negativos junto ao eleitorado dessas áreas.
Auxiliares de Flávio Bolsonaro também manifestam preocupação quanto às ações judiciais que contestam o aumento do Bolsa Família. O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, foi escolhido relator de uma representação do deputado federal Zé Trovão (PL-SC) contra o reajuste, mas rejeitou o pedido sem analisar o mérito.
De acordo com Mendonça, apenas um adversário de Luiz Inácio Lula da Silva poderia apresentar esse tipo de pedido. O Bolsa Família é reconhecido por sua forte presença nas regiões Norte e Nordeste e costuma ser tema central em debates sobre políticas sociais, sobretudo em períodos eleitorais.





