Da redação
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que a crise no Supremo Tribunal Federal pode impactar as eleições de 2026. Caiado cobrou a abertura de investigações antes da votação de outubro e disse ter solicitado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que suspenda o sigilo das apurações sobre o Banco Master e fraudes no INSS.
Segundo Caiado, a população deveria conhecer eventuais conexões de concorrentes com os esquemas investigados antes do primeiro turno. O político defendeu o prosseguimento da análise a respeito das suspeitas envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, cujo julgamento foi interrompido na terça-feira (15). “A presidência da corte deveria ter rejeitado a questão de ordem e levado o relatório da Polícia Federal a voto”, afirmou.
No tema segurança pública, Caiado propôs autonomia decisória aos governadores e sugeriu criar uma pasta federal integrada à Unidade de Inteligência Financeira (Coaf), Receita Federal e Comissão de Valores Mobiliários (CVM), além da polícia judiciária. A estrutura, chamada de Sentinela, atuaria no rastreamento de fraudes financeiras. Ele ainda defendeu que a implantação de câmeras corporais em agentes seja definida exclusivamente pelos estados.
Ao abordar contrato de R$ 141 milhões do governo de Goiás com uma organização ligada a investigados por associação ao Primeiro Comando da Capital, Caiado declarou que os acordos ativos possuem respaldo legal e que o Executivo não dispunha de informações financeiras prévias para antecipar eventuais desvios. O candidato também rejeitou o fim da jornada 6 por 1, classificando a proposta como populista e defendendo modelos de trabalho mais flexíveis para atender ao perfil dos jovens e aumentar a produtividade.





