Da redação
A Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo convocou uma Assembleia Geral Extraordinária para quinta-feira (24), cuja principal pauta será o aumento do capital social mediante a emissão de 200 milhões de novas ações ordinárias da Classe B. Segundo o edital, o montante inicial de R$ 2 milhões é considerado “indispensável para o pagamento de parte da folha salarial” dos funcionários da SAF.
Atualmente, o Botafogo associativo detém 51% da SAF, tendo se tornado majoritário em julho, enquanto a Eagle Bidco possui 49%. Ambas terão direito de preferência na subscrição das novas ações: o Botafogo poderá ficar com 102 milhões, mantendo sua proporção, e a Eagle com 98 milhões, desde que exerça esse direito em até 30 dias após aprovação do aumento de capital. Caso a Eagle não participe, o clube associativo poderá ampliar ainda mais sua fatia.
De acordo com dirigentes, o aumento de capital é considerado uma etapa para reorganizar a estrutura acionária e pode facilitar a entrada futura da GDA Luma, do empresário mexicano Gabriel de Alba. Advogados da SAF e representantes da GDA trabalham na elaboração de um novo acordo de acionistas, mas a reunião não decidirá diretamente sobre a transferência de controle para o grupo estrangeiro.
A Eagle deixou de exercer direitos políticos na SAF por determinação judicial do Rio de Janeiro e não mantém mais equipe jurídica no Brasil. Apesar disso, a empresa ainda detém formalmente 49% das ações, percentual que pode ser diluído caso não acompanhe o aumento de capital. Paralelamente, John Textor disputa na Justiça o reconhecimento da propriedade das ações atribuídas à Eagle, com decisões favoráveis na Inglaterra e nos Estados Unidos, mas pendente de decisão definitiva no Brasil.





