Da redação
Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile e ex-chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas, anunciou que retirou sua candidatura ao cargo de secretária-geral da ONU. O anúncio foi feito após sua campanha enfrentar dificuldades para conquistar apoio entre membros do Conselho de Segurança.
Em vídeo publicado no Instagram, Bachelet, de 74 anos, declarou que pretende seguir atuando internacionalmente. Segundo ela, sua candidatura se baseava na defesa do multilateralismo e do direito internacional, que, de acordo com a ex-presidente, “estão sob pressão constante”.
A saída de Bachelet mantém sete candidatos na disputa pela vaga deixada por António Guterres, cujo mandato termina em 31 de dezembro de 2026. O quadro ainda pode mudar caso novos nomes, segundo informações disponíveis, sejam apresentados ao longo do processo.
A decisão de Bachelet foi tomada um dia após a terceira sondagem informal, realizada na sexta-feira, apontar queda expressiva em seu apoio. O levantamento colocou Rebeca Grynspan, da Costa Rica, na liderança. O Conselho de Segurança da ONU é responsável por recomendar um nome à Assembleia Geral, composta por 193 países, para a eleição final, normalmente considerada uma formalidade após o consenso entre os membros do conselho.





