Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou viagens, entrevistas e publicações nas redes sociais na reta final da campanha eleitoral, marcada por disputa acirrada com Flávio Bolsonaro (PL), segundo integrantes da campanha. Entre as estratégias, destaca-se a mobilização de fã-clubes de artistas pop para conquistar o eleitorado jovem, priorizando artistas previamente associados a pautas progressistas.
De acordo com a campanha, publicações oficiais mencionaram grupos como “Anitters com Lula”, formado por fãs de Anitta, que manifestou apoio ao petista em 2022. Artistas como Marina Sena e Luísa Sonza, que já se posicionaram favoráveis ao presidente em outras ocasiões, também tiveram suas imagens usadas nas redes sociais. Os conteúdos são produzidos sob coordenação da Secretaria de Juventude do Partido dos Trabalhadores.
A Secretaria de Juventude anunciou uma plenária com fandoms, com objetivo de articular nacionalmente os fã-clubes em apoio à reeleição de Lula. A mobilização de fanbases ganhou destaque após evento no Palácio do Planalto, que contou com presença de grupos convocados pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para a sanção da lei que obriga oferta de água potável gratuita em eventos com mais de mil pessoas. O debate ganhou força após a morte de uma fã em show de Taylor Swift no Rio de Janeiro.
Internamente, a campanha determinou foco na militância e divulgação das propostas de governo, priorizando temas como economia e segurança pública. Apenas nos conteúdos mais recentes, como o programa eleitoral exibido na quinta-feira (17), foram abordadas questões como preço dos alimentos e medidas para microempreendedores individuais, além de relacionar a alta dos preços às políticas do governo Bolsonaro. Os primeiros programas priorizavam a defesa da soberania nacional e a exploração de minerais estratégicos.





