Da redação
O petróleo registrou forte queda, com o Brent terminando cotado a US$ 100,34 o barril, recuo de 3,40% (US$ 3,53), e o WTI caindo 3,86% (US$ 3,71), para US$ 92,37 o barril, segundo informações da Intercontinental Exchange de Londres (ICE) e da Nymex. O recuo ocorreu em meio ao otimismo com a retomada dos fluxos pelo oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita e esforços diplomáticos envolvendo Estados Unidos e Irã.
De acordo com a Reuters, a estatal Saudi Aramco embarcou cerca de 14 milhões de barris em sete superpetroleiros, após um ataque ter interrompido o funcionamento do oleoduto até o Mar Vermelho. O Reino aumentou o volume exportado a partir de terminais no Golfo, reestabelecendo parte da oferta global.
Ainda conforme o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), o volume de petróleo e cargas transportadas pelo Estreito de Ormuz nas últimas duas semanas foi o maior em seis meses. Também há expectativa de negociações entre Donald Trump e líderes do Golfo durante a 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, enquanto persistem tensões regionais, com o Reino Unido próximo de apoiar militarmente a Arábia Saudita contra os Houthis.
Segundo o Julius Baer, o equilíbrio no mercado global de petróleo vem sendo mantido pelo aumento dos fluxos no Estreito de Ormuz e por outras rotas, compensando as interrupções recentes. O grupo suíço projeta que o Brent deva atingir US$ 77,50 o barril nos próximos três meses.





