Da redação
O presidente da China, Xi Jinping, realizará uma visita de Estado aos Estados Unidos, com reuniões previstas com Donald Trump. Segundo notícias da imprensa americana, autoridades dos dois países negociam propostas de cooperação em inteligência artificial e reduções tarifárias para produtos não estratégicos. As conversas preparatórias foram conduzidas por Scott Bessent, secretário do Tesouro americano, e He Lifeng, vice-primeiro-ministro chinês.
De acordo com o economista-chefe do banco Pine, Cristiano Oliveira, os resultados do encontro podem afetar fluxos de capital, câmbio e preços de commodities, com impacto relevante para mercados emergentes como o Brasil. Segundo ele, “uma trégua duradoura tende a reduzir a aversão ao risco e favorecer os investimentos em ativos de economias em desenvolvimento”.
Oliveira afirma que, caso aumentem os atritos ou sejam impostas novas tarifas e restrições tecnológicas, a tendência é de valorização do dólar e maior instabilidade nos mercados de ações. Para o economista, “os impactos comerciais também devem ser distintos: economias integradas às cadeias industriais chinesas podem se beneficiar de maior previsibilidade, enquanto exportadores de commodities, como o Brasil, poderão enfrentar maior concorrência caso Pequim amplie suas compras de produtos americanos”.
A relação entre Estados Unidos e China na área de inteligência artificial também é marcada por polêmicas. Autoridades e empresas americanas afirmam que companhias chinesas utilizam modelos desenvolvidos nos Estados Unidos para aprimorar seus próprios sistemas, o que é negado por Pequim.





