Da redação
Deltan Dallagnol (Novo) criticou a decisão liminar do ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que restringiu sua campanha ao Senado pelo Paraná. Segundo ele, a candidatura permanece formalmente registrada, mas está impedido de realizar atos de campanha.
O plenário virtual do TSE manteve a suspensão da campanha de Dallagnol ao Senado, por cinco votos a dois, enquanto não há decisão definitiva sobre o recurso contra o registro. A medida suspendeu atividades de propaganda, participação em debates, horário eleitoral no rádio e na televisão, além de bloquear recursos do fundo eleitoral.
O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) deferiu o registro da candidatura de Dallagnol por quatro votos a três. O candidato afirmou que o artigo 16-A da Lei Geral das Eleições garantiria sua campanha enquanto houvesse questionamento judicial. Ele comparou o caso ao do ex-governador Anthony Garotinho, alegando que o mesmo ministro permitiu campanha a Garotinho apesar do indeferimento regional.
Dallagnol também relacionou a suspensão a sua atuação na Operação Lava Jato e a pedidos contra o ministro Alexandre de Moraes, além de questionar a escolha de Floriano para o TSE. Criticou ainda o segredo de justiça decretado no processo, que, segundo ele, não teria precedentes. Em entrevista, afirmou que, se sua candidatura for cassada após eleito, uma nova eleição seria convocada para o Senado.





