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Lula defende soberania do Brasil e critica ingerência externa em discurso na ONU


Da redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante cerimônia de abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas em Nova York, que a América Latina e o Caribe enfrentam pressões resultantes da proximidade geográfica com grandes potências e citou tentativas de influência estrangeira sobre processos políticos nacionais. Lula declarou que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém” e reiterou a necessidade de respeito à autodeterminação dos povos da região.

O presidente destacou que a América Latina percorreu um longo caminho para consolidar regimes democráticos após períodos de exceção. Lula citou exemplos recentes de ingerência externa em eleições, como nos casos de Venezuela, Nicarágua, Haiti e Cuba, e afirmou que cada povo deve escolher seu próprio destino, sem interferência estrangeira. Segundo ele, “a democracia está novamente em xeque”.

Lula também abordou a influência de redes de desinformação em campanhas eleitorais, afirmando que o Estado brasileiro estará atento a eventuais tentativas de interferência. “Não subestimamos o desafio das redes de desinformação que pretendem contaminar o debate público durante a campanha”, disse. O presidente afirmou confiar nas instituições do país e destacou o compromisso do Brasil com a soberania democrática, declarando que “ninguém nos afastará desse caminho”.

Em relação à segurança pública, Lula rejeitou a participação de forças estrangeiras no combate ao crime organizado em território nacional, defendendo a cooperação internacional restrita a áreas como o combate ao tráfico de armas e à lavagem de dinheiro. Conforme o presidente, o Brasil apresentou proposta de cooperação aos Estados Unidos e vem fortalecendo a coordenação interestadual contra organizações criminosas.