Da redação
Muitos eleitores ainda não decidiram seu voto a menos de duas semanas do primeiro turno das eleições. Segundo especialistas, para escolher candidatos com mais critério, é importante considerar interesses pessoais, competências dos cargos, histórico político, alinhamento partidário e o funcionamento do sistema proporcional.
O professor de Ciência Política João Feres Júnior, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, recomenda que o eleitor reflita sobre seus próprios interesses políticos e econômicos e avalie se os candidatos representam essas prioridades. Conforme a socióloga Débora Messemberg, da Universidade de Brasília, é essencial entender as funções de cada cargo; deputados e senadores elaboram leis, fiscalizam o Executivo e participam do orçamento, mas não executam políticas públicas.
De acordo com Francisco Uribam Xavier de Holanda, professor da Universidade Federal do Ceará, o eleitor deve analisar propostas, coligações e financiadores das campanhas, bem como consultar dados disponíveis no sistema do Tribunal Superior Eleitoral, como declaração de bens, prestação de contas e propostas de governo. Já Naiara Sandi de Almeida Alcantara, professora da Universidade Federal do Pará, destaca a influência do partido sobre o parlamentar e recomenda observar votações e alianças da legenda.
O cientista político Rodrigo Stumpf González, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, explica que, no sistema proporcional, candidatos com alto número de votos ajudam a eleger outros do mesmo partido, como ocorreu com Tiririca em 2010, que obteve mais de 1,35 milhão de votos. No dia da votação, é permitido levar uma colinha com os números dos candidatos, mas equipamentos eletrônicos não podem ser usados na cabine. A manifestação individual e silenciosa é permitida, enquanto atos coletivos ou ruidosos são proibidos. Cerca de 158,7 milhões de eleitores estão aptos a votar no primeiro turno.





