Da redação
As discussões da Cúpula do Clima 2026 reúnem líderes para debater ações de combate ao aquecimento global, depois de a Terra ultrapassar temporariamente o limite de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais em média anual entre 2023 e 2024. Segundo a Organização Meteorológica Mundial, o calor extremo lidera as causas de mortalidade por fenômenos meteorológicos, enquanto secas, enchentes e tempestades provocam mais de 20 milhões de deslocamentos anuais.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as mudanças climáticas podem causar mais 250 mil mortes adicionais ao ano até 2050, devido a desnutrição, malária, diarreia e estresse térmico. Segundo estimativas, mulheres e meninas representam quatro em cada cinco deslocados e têm 14 vezes mais chances de morrer em desastres climáticos. Em 2024, desastres resultaram em 45,8 milhões de deslocamentos internos e prejuízos de US$ 500 bilhões para os 55 países mais vulneráveis.
A Assembleia Geral da ONU estima investimentos de US$ 3,4 trilhões em energia até 2026, com US$ 2,2 trilhões direcionados a fontes sustentáveis. Entretanto, conforme o evento, os recursos seguem insuficientes e caros, o que amplia o endividamento dos países em desenvolvimento. O setor da moda responde por 8% das emissões globais, mas cerca de 60% das alegações de sustentabilidade não são comprovadas.
A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, COP30, estabeleceu a meta de mobilizar US$ 1,3 trilhão por ano até 2035 e lançou o Mutirão Global, proposta da presidência brasileira para engajar sociedade civil, governos e setor privado. As discussões da Cúpula do Clima 2026 também envolvem temas como adaptação, industrialização verde e integridade da informação.





