Da redação
Uma moradora do Distrito Federal perdeu mais de R$ 3.000 após ser vítima de um golpe envolvendo um processo judicial do qual fazia parte desde 2024, conforme relato da própria mulher. O golpe ocorreu em 4 de agosto, quando pessoas que se apresentaram como integrantes da Defensoria Pública do Distrito Federal entraram em contato com a vítima por mensagens e chamada de vídeo.
Segundo o relato, os criminosos aumentaram a credibilidade do golpe ao citar dados reais do processo judicial em que ela era parte. Durante a conversa, informaram que a mulher teria direito a uma indenização por danos morais, condicionando o pagamento ao envio de transferências via Pix. Após realizar a primeira transferência, foram solicitados outros valores, sempre para contas bancárias diferentes, mas a indenização nunca foi depositada.
A vítima relatou que, no momento das transferências, estava sob efeito de medicamentos, o que a deixou sonolenta e desorientada. De acordo com especialistas consultados, a eficácia do golpe se relaciona ao uso de informações verdadeiras, facilmente obtidas em consultas públicas sobre o andamento processual, o que leva as pessoas a baixar a guarda.
A Defensoria Pública do Distrito Federal orienta que órgãos públicos não cobram para liberar indenizações judiciais e informa que não solicita qualquer pagamento para esse tipo de procedimento. O órgão recomenda ainda que pessoas que recebam contatos suspeitos utilizem o número 129 para confirmar a veracidade das informações fornecidas por supostos representantes.





