Da redação
O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (24) vendido a R$ 5,193, com alta de 0,47%, atingindo o maior valor desde o fim de agosto. A moeda norte-americana atingiu a máxima de R$ 5,202 durante o dia, enquanto o Ibovespa registrou queda de 0,99%, fechando em 183.965,91 pontos.
Segundo analistas, o avanço do dólar ocorreu em um contexto de aumento dos juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e elevação do petróleo. O índice DXY, que mede a moeda americana frente a seis outras, subia 0,14%. O cenário foi agravado por incertezas nas negociações entre Estados Unidos e Irã, além da divulgação de novas projeções econômicas pelo Banco Central e preocupações fiscais internas.
O Banco Central vendeu US$ 1 bilhão em dois leilões de linha simultâneos para aumentar a liquidez do mercado cambial. A autoridade monetária também divulgou que o fluxo cambial brasileiro estava negativo em US$ 7,078 bilhões em setembro até o dia 18. Além disso, o BC reduziu as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026, de 2% para 1,8%, e estima alta de 1,4% em 2027.
No mercado internacional de petróleo, o barril do tipo Brent subiu 3,41%, negociado a US$ 106,60, acumulando alta de mais de 18% no mês. O WTI, referência nos Estados Unidos, avançou 2,65%, a US$ 94,61, impulsionado por incertezas sobre o Estreito de Ormuz e negociações entre americanos e iranianos.





