Da redação
Mais de sete milhões de pessoas morreram de Covid-19, segundo a Organização Mundial da Saúde. O impacto da pandemia, que teve início em Wuhan, na China, expôs desigualdades globais no acesso a vacinas, testes e tratamentos, com consequências severas para sistemas de saúde e economias em todo o mundo.
Conforme António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, a resposta à crise foi marcada por “engenhosidade e fracasso humano”. Apesar do desenvolvimento acelerado de vacinas, a falta de preparação dificultou o acesso das populações mais vulneráveis, aumentando assim os efeitos negativos nos países com menores recursos.
A comunidade internacional tem buscado soluções. Em maio de 2025, a Organização Mundial da Saúde adotou o Acordo Pandêmico global, primeiro tratado vinculativo sobre prevenção e resposta a pandemias. Negociadores de diversos países ainda precisam aprovar o anexo de Acesso a Patógenos e Repartição de Benefícios; serão necessárias 60 ratificações para a entrada em vigor do tratado.
O acordo também cria uma Rede Global de Cadeia de Suprimentos e Logística para fornecer insumos durante emergências e um novo Mecanismo Financeiro de Coordenação. Segundo a ONU, a preparação para futuras pandemias exige vigilância rigorosa, financiamento contínuo, pesquisa, desenvolvimento e resposta efetiva antes que crises sobrecarreguem os sistemas de saúde.





