Da redação
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi questionada por não se manifestar diante da divulgação de vídeos de bispos, classificados como “bispos amazônicos”, incentivando o “voto consciente” em período eleitoral. A origem dos vídeos foi apontada como mobilização de um segmento da Igreja Católica.
Segundo mensagem confirmada por escrito pela assessoria de Edinho Silva, presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), os vídeos fazem parte de um “movimento da própria CNBB”. Após a publicação da reportagem, houve tentativa de excluir essa informação, que foi mantida devido à confirmação anterior pela assessoria de Silva.
O PlatôBR procurou a CNBB por e-mail para obter um posicionamento oficial sobre o caso, mas, até o momento, não recebeu resposta. Por telefone, um assessor informou não haver previsão para manifestação e evitou conversas sobre o episódio. Padre Arnaldo Rodrigues da Silva, assessor-chefe da CNBB, também não respondeu aos contatos realizados.
A reportagem também tentou ouvir, sem sucesso, os bispos envolvidos. O espaço para manifestações permanece aberto. A identidade dos “bispos amazônicos” citados relaciona-se ao campo progressista, conforme o movimento registrado nos vídeos durante o período eleitoral.



