Da redação
Imagens geradas por inteligência artificial mostram como seria o Grande Hotel da Pampulha, projeto concebido por Oscar Niemeyer para complementar o conjunto arquitetônico da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte. A recriação foi feita pelo arquiteto Marcelo Palhares Santiago, da ARQBH Arquitetura de BH, utilizando desenhos originais, textos do próprio Niemeyer, revistas e reportagens da época.
De acordo com Santiago, o edifício teria cem quartos, quatro apartamentos de luxo, restaurante, salas de estar, cinema e jardins projetados por Roberto Burle Marx. O hotel foi planejado para ocupar o local onde hoje está a Península do Hotel, no bairro Jardim Atlântico, acompanhando o traçado curvo da Avenida Otacílio Negrão de Lima. O empreendimento fazia parte da iniciativa de Juscelino Kubitschek para transformar a região em polo de turismo e lazer, junto com cassino, Clube Iate, Casa do Baile, igreja e clube de golfe.
Segundo a Fundação Municipal de Cultura, a construção do hotel começou em 1942, mas foi interrompida ainda na fase das fundações e pilares. Não há registro sobre o motivo exato da paralisação, mas a principal hipótese é a dificuldade financeira, pois o projeto seria bancado pela prefeitura. Parte das fundações permanece no local, enquanto os pilares foram demolidos anos depois.
Para Santiago, a ausência do hotel prejudicou o funcionamento do conjunto planejado da Pampulha, privando a região de parte dos usos concebidos no projeto original. O arquiteto também destaca que Niemeyer voltou a propor hotéis para a Pampulha nos anos 1980, sem que fossem construídos. O Conjunto Moderno da Pampulha foi declarado Patrimônio Mundial pela Unesco em 2016 e é tombado em âmbitos municipal, estadual e federal.



