Da redação
A missa de sétimo dia da ativista Amelinha Teles na Catedral da Sé, seguida de ato em prol das mulheres na praça da Sé, no centro de São Paulo, reuniu candidatos de esquerda ao governo paulista, conforme disputa eleitoral marcada pelo debate religioso. No evento, Fernando Haddad (PT) afirmou: “Onde houver Bolsonaro, que levemos Lula. Onde houver Tarcísio, que levemos Haddad”, adaptando oração católica para pedir votos.
Simone Tebet (PSB), candidata ao Senado, recitou emocionada a oração atribuída a São Francisco de Assis e declarou: “Jamais imaginei estar viva para ver esse país dividido pela fé”. Tebet defendeu o Estado laico e afirmou ser devota de Nossa Senhora Aparecida. Marina Silva (Rede) discursou ao lado de Tebet, destacando a união de “uma preta, uma branca, uma católica, uma evangélica” e pediu votos para ambas e para Lula.
Nos últimos dias, segundo as campanhas, circulou uma notícia falsa afirmando que Flávio Bolsonaro (PL), se eleito, retiraria o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Na sexta-feira (25), o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, determinou a remoção de publicações sobre o boato a pedido da campanha. Tebet, em discurso, classificou a decisão como censura, alegando que atingiu publicações do santuário de Aparecida e uma de suas postagens.
De acordo com pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (24), Marina tem 15% e Tebet, 14% das intenções de voto ao Senado em São Paulo; André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) aparecem com 12% cada, configurando empate técnico. Na catedral lotada, Haddad se sentou na primeira fila ao lado da mulher, Ana Estela Haddad, e de Tebet; também compareceram Sônia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas, Eduardo Suplicy (PT), candidato a deputado federal, e Lu Alckmin, esposa do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). O padre celebrante foi aplaudido ao recordar a trajetória de Amelinha Teles por direitos humanos e das mulheres.



