Da redação
O Tribunal Superior Eleitoral barrou, por cinco votos a dois, a candidatura de José Roberto Arruda (PSD) ao governo do Distrito Federal, excluindo o ex-governador da urna, mas não do cenário político. O PSD no Distrito Federal articula apoio à reeleição de Celina Leão (PP), enquanto Arruda afirma que não acompanha a decisão do partido.
Em vídeo publicado em rede social, Arruda declarou que não dará “meu voto, meu apoio” à atual governadora, nem ao candidato a vice, Gustavo Rocha (Republicanos), criticando a gestão em áreas como Banco de Brasília, saúde e educação. Segundo o ex-governador, “Eles não terão o meu apoio. Todo respeito a quem desejar tomar essa posição, mas sem o meu voto, sem o meu apoio”.
A divergência evidencia divisão interna no PSD após a saída de Arruda da disputa pelo executivo distrital. Paulo Octávio, também do partido, disse considerar o apoio à reeleição de Celina Leão “um caminho”, enquanto Arruda evita se alinhar à governadora. Ele já havia omitido menções positivas à gestora entre os políticos elogiados após o julgamento no TSE.
Arruda teve a candidatura indeferida em razão de condenações judiciais relacionadas à Operação Caixa de Pandora. A decisão judicial encerrou sua possibilidade de concorrer, mas, conforme suas declarações públicas, o ex-governador permanece ativo na definição de alianças políticas do grupo ao qual pertence.



