Da redação
Investidores no Brasil adotam postura mais cautelosa na proteção de suas carteiras diante de cenário eleitoral considerado acirrado entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), de acordo com especialistas do mercado financeiro. O movimento estimula a demanda por ativos considerados seguros e intensifica a diversificação dos investimentos.
Segundo relatório do BTG Pactual, investidores locais estariam se posicionando já para um pleito equilibrado, dando mais crédito à oposição. A instituição destaca que, em caso de reação positiva ao desfecho eleitoral, ações como B3, XP, Rede D’Or, Cyrela, Petrobras e Motiva podem ser beneficiadas. Como alternativas defensivas, títulos públicos, Certificados de Depósito Bancário (CDBs) e papéis de empresas de serviços públicos e commodities têm sido recomendados para redução de exposição ao risco político.
Dados da B3 mostram saldo positivo de R$ 9,6 bilhões no fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira em setembro até o dia 22, revertendo a saída de R$ 18,1 bilhões registrada em agosto. No acumulado do ano, o saldo já alcança R$ 32,6 bilhões conforme a mesma fonte. O ingresso do capital internacional sugere avaliação cautelosa sobre a conjuntura eleitoral brasileira e suas consequências sobre preços dos ativos.
O relatório aponta que um eventual governo Lula teria potencial de favorecer ações de Cury Construtora, Embraer, WEG e BTG Pactual. O documento, porém, não detalhou as escolhas para um cenário de oposição. A orientação dos especialistas ouvidos é que investidores avaliem cuidadosamente seu perfil e busquem manter carteiras equilibradas, evitando concentração em apenas um setor ou ativo, principalmente em períodos de instabilidade política.



