Da redação
Governadores de diferentes regiões e espectros políticos enfrentam dificuldades para transferir votos a seus candidatos na reta final da campanha de 2026, conforme análise eleitoral. O cenário abrange nomes como Romeu Zema, do Novo, que não conseguiu impulsionar o atual governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), que ocupa a quarta posição nas pesquisas.
No Paraná, Ratinho Júnior (PSD) enfrenta obstáculos para levar Sandro Alex ao segundo turno. Já no Rio Grande do Sul, Gabriel Souza (MDB), apoiado por Eduardo Leite, aparece em terceiro lugar, com poucas chances de avançar. No Maranhão, Carlos Brandão (MDB) trabalha para que seu sobrinho, Orleans, chegue ao segundo turno. No Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT) também se empenha para manter Cadu Xavier na disputa, em meio a um cenário acirrado pela segunda colocação.
Segundo o cientista político Leandro Gabiati, “a dificuldade dos governadores em fazer sucessores nesta eleição parece revelar, sobretudo, os limites da transferência de votos. Popularidade, aprovação da gestão anterior e força política são ativos muito pessoais, com o eleitor podendo avaliar bem um governador, mas sem ter a mesma identificação pelo herdeiro político”.
Gabiati acrescenta que, embora governadores consigam transferir estrutura, alianças e apoio político, isso não garante votos. “Em eleições majoritárias, o endosso ajuda, mas identidade e empatia precisam ser construídas pelos próprios candidatos, principalmente quando a oposição apresenta concorrentes eleitoralmente fortes”, afirmou o cientista político.



