Da redação
Augusto Cury (Avante), candidato à Presidência da República, afirmou que sua equipe avalia ingressar com um mandado de segurança para solicitar o adiamento do primeiro turno das eleições em uma semana. Ele alega que o cancelamento do debate presidencial na TV Globo prejudicou sua campanha.
O escritor citou pesquisa do Instituto Eurásia, segundo a qual apenas quarenta por cento dos eleitores o conhecem, e declarou que o debate seria uma oportunidade para se tornar mais conhecido. “Isso é fundamental para que elas [as pessoas] pudessem decidir no dia 4 de outubro”, afirmou. Cury também afirmou que não pretende declarar apoio a Flávio Bolsonaro (PL) ou Lula (PT) em eventual segundo turno.
A TV Globo decidiu cancelar o debate entre candidatos à Presidência após receber intimações judiciais. A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, atendeu a um pedido do Partido dos Trabalhadores e proibiu a manutenção do púlpito vazio com o nome de Lula, além das perguntas direcionadas ao candidato. Na segunda intimação, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, acatou solicitação do Solidariedade sobre a participação de Renan Santos, do partido Missão.
Segundo a Globo, as mudanças de última hora provocaram “insegurança jurídica”. A emissora argumentou que as regras assinadas pelos partidos determinavam que, em caso de ausência, o púlpito do candidato fosse mantido vazio e identificado. Foram convidados para o debate: Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Lula (PT), conforme a legislação eleitoral e portaria do Tribunal Superior Eleitoral, que exige convite a candidatos de partidos com pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional.




