Da redação
A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou petição ao Tribunal Superior Eleitoral solicitando que a suspensão dos serviços consulares dos Estados Unidos no Brasil seja incluída na ação que investiga suposta interferência externa nas eleições. Os Estados Unidos anunciaram a suspensão dos serviços consulares no país por preocupações com segurança, sem detalhar a ameaça.
De acordo com a coligação de Lula, a medida dos Estados Unidos gera instabilidade no ambiente eleitoral brasileiro. A defesa afirma que a suspensão foi determinada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, apontado como próximo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Os advogados alegaram: “Estes fatos apenas são mais um desdobramento gravíssimo da interferência nas eleições brasileiras pelo governo norteamericano, articulada, ao que tudo indica, diretamente pelos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro”.
Além da Embaixada em Brasília, os Estados Unidos suspenderam os serviços consulares presenciais em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife. No comunicado publicado pelas autoridades norte-americanas, não foram informados detalhes sobre a ameaça nem o prazo para retomada dos atendimentos, orientando cidadãos americanos a buscarem assistência emergencial por canais alternativos ou contatos diretos com oficiais de serviço.
A Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão em investigação sobre suposto plano contra a Embaixada e consulados dos Estados Unidos no Brasil. Segundo nota oficial, um suspeito foi alvo da ação em São Paulo e outro nos arredores do Distrito Federal. A Polícia Federal informou que se trata de ação preventiva, não tendo sido encontrados elementos que confirmassem os riscos apontados, e que as investigações continuam com análise do material apreendido.




